Nesses dias eu tenho parado pra pensar e perceber como o meu pequeno Pedro é tão grande. Ele não precisou defender nenhum Narniano para ganhar este título, a ele dou este e muito mais que ainda estou descobrindo aos poucos.
Ele tem sete anos, isto porque completou no mês passado mais um ano de vida. Agora pense só, uma criança de sete anos sem o pai ao seu lado e mais, sem a sua mãe. Em um ano a vida desta criança mudou completamente. Os pais se separaram, seu pai foi morar em Campina Grande, sua mãe e seu irmão mudaram-se para Boa Vista e ele ficou aqui, na casa da avó com uma tia e um irmão.
Ele sempre se mostrou muito forte, mas nestes últimos dias tenho visto as lágrimas surgirem em seu rosto. Este grande menino tem começado a mostrar que ele é frágil, que sente falta e que está sofrendo. Mas olhem só como ele é grande... Mesmo com tudo isto, ainda me faz sorrir e preocupa-se por eu ter estado triste por alguns dias. Ele foi capaz de esquecer toda essa dorzinha que sentia e enxergou em meus olhos uma tristeza tão banal e supérflua.
Ah como ele é generoso! E apesar de aperriar-me tanto, ele consegue ter a beleza que falta em muitos adultos. Uma criança de verdade, com dores de verdade e atitudes de homem. Ele foi muito homem ao dizer que me amava quando ele precisava ouvir isso.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
O meu drama circense.
Muita gente se engana achando que o circo vive/viveu só de palhaços,trapezistas,mágicos,malabaristas e etc para trazer diversão. Pouco sabem que estes artistas também encenaram dramas e levaram milhares de pessoas ao choro. Dos anos 40 aos anos 70 na capital e interior de Pernambuco, os espectadores puderam ver uma dramaturgia carregada de moralismo e ingenuidade. Onde o drama se resumia a "mensagem" pura e simplismente, carregado de artifícios fatais e de um desenrolar a fazer chorar até os mais duros corações.
Eu acabo de conhecer este outro lado do circo. Para mim, que sempre soube representar a parte divertida e fantástica do circo, conhecer esta face me fez gerar algumas lágrimas. Foi este circo que chegou em mim neste momento. Um drama carregado de sentimentalismo, decepção,armação e arrependimento.Não por opção,mas por necessidade, conheci este circo que tirou de mim algumas lágrimas e ainda irá tirar até que seja interpretado e esquecido definitivamente.
Conheci um circo que não me trouze alegria, que me fez chorar até o fim do espetáculo.
No maravilhoso mundo do circo,
também há espaço
para a dor e a tristeza.
também há espaço
para a dor e a tristeza.
Quando fôr apresentar, avisarei a todos para que também possam conhecer as lágrimas que o circo trouxe consigo.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ah como foi triste o dia em que eu não sentia mais o calor das Suas mãos na minhas. Os meus dedos perderam a vida, mão havia mais sangue para circular em minhas veias. E as articulações que antes dariam movimentos para estes membros, se enrijceram.As minhas mãos estavam em constante dormencia, até o toque do mais lindo amor humano se tornava vão.
E elas ficaram como uma máquina que precisa das ordens para que expressassem alguma coisa. Os meus gestos ficaram vazios.A minha dança perdeu seu ritmo e compasso.
Até que eu tive uma nova chance.
As minhas mãos reencontraram o que elas nunca poderia ter deixado de tocar.
Eu dancei como se não houvesse um amanhã.
E elas com poucos movimentos, voltaram a tocar corações.
"Mas algo novo acontece. Quando nos levantamos e O seguimos."
E elas ficaram como uma máquina que precisa das ordens para que expressassem alguma coisa. Os meus gestos ficaram vazios.A minha dança perdeu seu ritmo e compasso.
Até que eu tive uma nova chance.
As minhas mãos reencontraram o que elas nunca poderia ter deixado de tocar.
Eu dancei como se não houvesse um amanhã.
E elas com poucos movimentos, voltaram a tocar corações.
"Mas algo novo acontece. Quando nos levantamos e O seguimos."
Uma nova cor.
De repente tudo ficou preto e branco.
O preto absorveu todas as cores e o branco as refletiu para bem longe.
Eu chorei por não ter mais o azul que me acompanhava. Sem sentir mais o verde que me dava fôlego.
Até que resolvi dar atenção ao vermelho que tentava circular em minhas veias e eu ja o tinha esquecido.
Foi que aí que percebi que as cores nunca sairam de perto de mim, era eu quem não as enxergava mais. Fui eu que resolvi ver o amarelo de outra maneira, criar misturas em cima de um azul que já era a cor primária.
Ainda bem que o arco-íris sempre reaparece. Para que a nossa alianças, e suas cores voltem a me fazer feliz.
O preto absorveu todas as cores e o branco as refletiu para bem longe.
Eu chorei por não ter mais o azul que me acompanhava. Sem sentir mais o verde que me dava fôlego.
Até que resolvi dar atenção ao vermelho que tentava circular em minhas veias e eu ja o tinha esquecido.
Foi que aí que percebi que as cores nunca sairam de perto de mim, era eu quem não as enxergava mais. Fui eu que resolvi ver o amarelo de outra maneira, criar misturas em cima de um azul que já era a cor primária.
Ainda bem que o arco-íris sempre reaparece. Para que a nossa alianças, e suas cores voltem a me fazer feliz.
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